Natural Fashion https://naturalfashion.com.br Mon, 19 May 2025 07:33:20 +0000 pt-BR hourly 1 Kim Kardashian vai reavaliar relação com Balenciaga após uso de crianças em publicidade https://naturalfashion.com.br/kim-kardashian-vai-reavaliar-relacao-com-balenciaga-apos-uso-de-criancas-em-publicidade/ Mon, 28 Nov 2022 16:10:23 +0000 https://naturalfashion.com.br/?p=10 casas de apostas com bônus grátis de cadastro.]]> Kim Kardashian disse que está revendo sua relação de trabalho com a Balenciaga depois que a última campanha publicitária da marca de moda de luxo mostrou crianças abraçando ursinhos de pelúcia vestidos com roupas sadomasoquistas, relata a casas de apostas com bônus grátis de cadastro. A fundadora da Skims e estrela de reality show que já foi embaixadora da grife decidiu se pronunciar no domingo (27) depois de receber uma grande quantidade de mensagens de fãs e comentaristas instando-a a denunciar a marca.

Em seus comentários nas redes sociais, Kardashian explicou que esperou para falar não porque não tenha ficado chocada e indignada com as recentes campanhas da Balenciaga, mas porque queria ter a oportunidade de discutir com sua equipe para entender como isso poderia ter acontecido. Como mãe, ela expressou sua comoção diante das imagens perturbadoras, enfatizando que a segurança das crianças deve ser uma prioridade máxima e que qualquer tentativa de normalizar o abuso infantil não tem lugar na sociedade.

Kim agradeceu a retirada da Balenciaga das campanhas e o pedido de desculpas, e afirmou acreditar que a marca compreende a gravidade do problema e tomará as medidas necessárias para evitar que isso ocorra novamente. Em relação ao seu futuro com a Balenciaga, ela declarou estar reavaliando seu relacionamento com a marca, com base na disposição da mesma em aceitar a responsabilidade pelo incidente e nas ações que tomará para proteger as crianças.

Essa declaração de Kim vem após a retirada da polêmica campanha e um pedido de desculpas da Balenciaga em suas redes sociais. O fotógrafo Gabriele Galimberti, responsável pela campanha “Toy Stories”, afirmou que não teve controle sobre a direção e filmagem da campanha e não teve escolha nos produtos, modelos ou combinações.

A Balenciaga também emitiu um pedido de desculpas por exibir documentos perturbadores em outra campanha relacionada a um caso da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre leis de pornografia infantil. A empresa anunciou planos de tomar ações legais contra as partes responsáveis pela criação do conjunto e pela inclusão de itens não aprovados.

A Balenciaga já havia cortado relações com o ex-marido de Kardashian, o rapper Kanye West, devido a seus comentários controversos. A CNN buscou comentários adicionais da Kering, empresa controladora da Balenciaga, e dos representantes de Kardashian, mas ainda não obteve resposta.

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Como aumentar a vida útil do seu guarda-roupa https://naturalfashion.com.br/como-aumentar-a-vida-util-do-seu-guarda-roupa/ Wed, 02 Nov 2022 16:12:41 +0000 https://naturalfashion.com.br/?p=17 Hoje em dia, muitos de nós adquirem roupas novas com frequência, sem manter uma ligação duradoura com o que já possuímos. Em 2017, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos divulgou que 11,2 milhões de toneladas de resíduos têxteis acabaram em aterros no país. No Reino Unido, a vida útil média de uma peça de roupa é um pouco mais de dois anos, conforme relatório de 2017 do Waste & Resources Action Programme, uma entidade filantrópica britânica.

Na cultura atual, cada vez mais voltada para o descarte, é comum as pessoas usarem um item apenas algumas vezes, ou até mesmo uma vez, antes de se desfazerem dele. Mesmo doar para a caridade apresenta desafios, pois as roupas pouco ou nunca usadas podem acabar em aterros sanitários ou em mercados superlotados em países em desenvolvimento.

Antes de descartar uma peça de roupa ao primeiro sinal de desgaste, é aconselhável considerar maneiras de prolongar a vida útil do guarda-roupa. Aqui estão algumas dicas:

  1. **Consertos Rápidos:**

Se não houver acesso a um alfaiate ou costureira acessível, aprender a fazer reparos simples é uma excelente maneira de aumentar a durabilidade das roupas e reduzir o ciclo de compra e descarte. A Fashion Revolution, uma plataforma sem fins lucrativos, oferece vídeos em inglês abordando desde reparos simples de botões até técnicas básicas de remendo.

  1. **Remendos Visíveis:**

“Remendar de forma visível” refere-se a reparar buracos e desgastes de maneira ousada e óbvia. No Japão, essa abordagem é adotada através do Sashiko, uma prática de bordado à mão que cria padrões delicados sobre rasgos em jeans, suéteres ou vestidos. Alguns especialistas, como Lily Fulop, mostram como fazer consertos criativos e atraentes, muitas vezes costurando à mão com linhas coloridas.

  1. **Remoção de Manchas:**

Manchas não precisam significar o fim de uma peça de roupa. Derramou chá ou café? Molhe a roupa em água e vinagre. Mancha de maquiagem? Aplique creme de barbear, deixe agir por 10 minutos e enxágue. Outros itens domésticos, como detergente e talco para manchas de graxa, podem ser úteis. O manual “Loved Clothes Lasts” da Fashion Revolution oferece métodos diferentes para remoção de manchas em casa.

  1. **Upcycling e Reaproveitamento:**

Se uma peça de roupa não pode ser salva em sua forma atual, ela pode ganhar uma segunda vida em seu armário. Para quem tem habilidades em costura, reciclar peças em casa pode resultar em algo novo a partir de roupas usadas. Designers como Priya Ahluwalia e Bethany Williams, que criam coleções com tecidos em desuso, e personalidades do YouTube como Annika Victoria e April Yang, que compartilham projetos de reaproveitamento de roupas, oferecem inspiração para essas iniciativas “Faça Você Mesmo”.

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Luxo de segunda mão ganha impulso no país em meio à alta dos preços https://naturalfashion.com.br/luxo-de-segunda-mao-ganha-impulso-no-pais-em-meio-a-alta-dos-precos/ Mon, 29 Aug 2022 16:14:44 +0000 https://naturalfashion.com.br/?p=24 Durante os primeiros estágios da pandemia, Gabrielle Carvalho, uma empresária de 34 anos, juntamente com duas amigas, iniciou um bazar para se desfazer de peças não utilizadas em seus guarda-roupas, com o objetivo de abrir espaço para novas aquisições e recuperar parte do investimento feito em antigos “looks”. Diante do interesse das pessoas por esses itens, decidiram fundar o brechó “Vende, Amiga!”, especializado em artigos do setor premium e de luxo.

O que começou como um grupo no WhatsApp agora se prepara para inaugurar um espaço físico de vendas de produtos de segunda mão. Segundo Gabrielle, os principais clientes são jovens aficionados por moda que desejam consumir itens de luxo a preços acessíveis.

Enquanto aguardam a abertura do ponto físico, a empresária utiliza seu próprio apartamento como um “showroom” para exibir as peças. Como Gabrielle, outros empreendedores identificaram uma oportunidade de negócio no aumento da demanda por itens usados.

Desde o início de 2021, foram abertas 6,7 mil lojas que comercializam produtos de segunda mão no Brasil, conforme aponta um levantamento do Sebrae, considerando o pequeno varejo que inclui brechós, sebos e antiquários. Mesmo faltando contabilizar todo o segundo semestre de 2022, o número de novas lojas nesse modelo de negócio é quase equivalente às aberturas nos dois anos anteriores (2019 e 2020): 7,1 mil unidades, uma diferença de apenas 6%.

O aumento dos preços no país, reduzindo o poder de compra dos brasileiros, é apontado como um dos motivos para a expansão dessas lojas de segunda mão. Com o orçamento familiar pressionado por dois anos de inflação elevada, o comércio desses produtos permanece aquecido no Brasil.

O segmento de moda circular, especificamente, é projetado para crescer entre 15% e 20% até 2030 no país, de acordo com um estudo realizado pelo Boston Consulting Group (BCG). A projeção para mercados estrangeiros, onde o consumo de itens de segunda mão já é consolidado, é de um crescimento de 20% nos próximos três anos, representando um potencial de mercado de R$ 24 bilhões.

Além de pequenos empreendimentos como os de Gabrielle Carvalho e Silmaria Marques, grandes corporações de moda, como Arezzo&Co e Grupo Jereissati, também estão de olho no mercado de usados. A tendência é impulsionada tanto pela consciência ambiental quanto pela necessidade dos consumidores de lidar com preços mais elevados e pela busca por produtos premium a preços mais acessíveis.

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Como a Gap foi de potência da moda jovem nos anos 90 para abacaxi na mão de CEOs https://naturalfashion.com.br/como-a-gap-foi-de-potencia-da-moda-jovem-nos-anos-90-para-abacaxi-na-mao-de-ceos/ Thu, 14 Jul 2022 16:16:29 +0000 https://naturalfashion.com.br/?p=31 Em 1969, Don Fisher, um investidor imobiliário, inaugurou uma loja em San Francisco direcionada a adolescentes e universitários, oferecendo jeans Levi’s juntamente com discos e fitas. Inicialmente planejada como “Pants and Discs” por Fisher, sua esposa Doris sugeriu o nome vencedor: “The Gap,” abreviação de gap de geração.

A Gap capitalizou a ascensão do jeans como o visual preferido de uma geração de jovens americanos, expandindo-se posteriormente para incluir calças cáqui, camisetas, tops, moletons e outros itens básicos. A marca atraiu um amplo público, desde mães até profissionais de escritório e celebridades como Sharon Stone.

No entanto, as vendas da marca Gap declinam há anos, refletindo uma perda de relevância para muitos compradores americanos. Outras marcas da empresa, como Old Navy e Banana Republic, também enfrentam dificuldades. Na segunda-feira, a empresa anunciou a saída da CEO Sonia Syngal, após menos de três anos, sendo substituída temporariamente enquanto busca um líder permanente.

O próximo CEO enfrentará desafios significativos na Gap, incluindo a expansão e a competição. A Gap, outrora uma das maiores lojas de shopping centers dos EUA, viu suas fortunas vinculadas ao declínio dos shoppings em meio ao aumento das compras online e grandes lojas. O fechamento planejado de 30% das lojas Gap e Banana Republic na América do Norte até 2024, principalmente em shoppings, destaca a mudança nas estratégias.

A marca também perdeu conexão com as gerações, não conseguindo atrair Millennials e a Geração Z. A concorrência de marcas como Levi’s, Target, H&M e Zara, juntamente com marcas online diretas ao consumidor, intensificou-se. Estratégias, como a parceria com Kanye West, não impulsionaram significativamente as vendas.

A liderança é outra área crítica. Mickey Drexler, que transformou a Gap na década de 1990, enfrentou declínio nas vendas e renunciou em 2002. Desde então, vários CEOs passaram pela empresa, incluindo Paul Pressler, Glenn Murphy, Art Peck e, mais recentemente, Sonia Syngal.

A tentativa de desmembrar a Old Navy, a principal marca da empresa, em 2020, foi revertida após queda nas vendas. A Old Navy, por sua vez, luta com desafios, incluindo a reformulação do dimensionamento. A análise sugere que um novo olhar em toda a empresa pode ser benéfico para a marca.

Em resumo, o novo CEO da Gap enfrentará o desafio de revitalizar a marca principal, superar a competição acirrada, ajustar-se às mudanças nas dinâmicas de varejo e, possivelmente, explorar o potencial das marcas subsidiárias como Old Navy e Athleta.

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Brasil descarta mais de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano https://naturalfashion.com.br/brasil-descarta-mais-de-4-milhoes-de-toneladas-de-residuos-texteis-por-ano/ Fri, 03 Jun 2022 16:18:19 +0000 https://naturalfashion.com.br/?p=38 Mais de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis, compostos por roupas antigas, retalhos da indústria da moda e peças de couro, são descartadas anualmente no Brasil, representando 5% de todos os resíduos produzidos no país, de acordo com um novo levantamento da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado inicialmente para a CNN.

Além da quantidade considerável de peças descartadas, a preocupação ambiental se estende aos materiais utilizados na produção dessas roupas, principalmente derivados de petróleo. Segundo o relatório “Fashion on Climate” da Global Fashion Agenda com a consultoria McKinsey and Company, as empresas de moda em todo o mundo emitiram aproximadamente 2,1 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa em 2018.

O descarte inadequado de tecidos pode resultar em impactos ambientais significativos, pois alguns materiais podem levar de cinco a dez anos para se decompor, enquanto outros podem demorar centenas de anos. O engenheiro civil e ambiental da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Júlio Cesar Silva, destaca que o tingimento utilizado nas roupas também pode contaminar o solo.

Apesar dessas preocupações ambientais, o setor de vestuário continua a crescer, com a indústria têxtil e de confecção registrando um aumento de 20% em 2021, movimentando 194 bilhões de reais, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit).

O relatório “Fios da Moda”, divulgado pelo instituto Modefica em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 2021, revela que foram produzidas cerca de 9 bilhões de peças no Brasil em 2018, representando mais de 40 unidades por habitante.

Embora a redução do consumo seja uma medida importante, alguns especialistas ressaltam que ela por si só não é suficiente para mitigar os impactos ambientais do descarte de roupas. O engenheiro Silva destaca que, embora existam opções mais sustentáveis na produção e na moda, elas ainda são limitadas em comparação com o movimento global que busca redução de custos.

O ‘upcycling’, que transforma produtos e roupas inutilizadas em peças novas e com funções diferentes, surge como uma tendência para o reaproveitamento de resíduos. O aumento da popularidade de brechós, que registrou um crescimento de 48,58% entre 2020 e 2021, é outro indicativo de uma mudança positiva na abordagem do consumo de moda.

O diretor presidente da Abrelpe, Carlos Filho, acredita que os números identificados no Brasil ainda são reversíveis. Ele destaca o ‘upcycling’ e os brechós como estratégias promissoras para o reaproveitamento de resíduos e destaca que, embora os países mais desenvolvidos enfrentem desafios semelhantes, eles têm números ainda mais altos devido à indústria de fast fashion e ao descarte acelerado de roupas.

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